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Bento XVI: Por que é belo ser jovem?

Infelizmente a chuva persegue-me nestes dias, mas vejamo-la como sinal de bênção, de fecundidade para a terra, também como símbolo do Espírito Santo que vem e renova a terra, até a terra árida das nossas almas. Vós sois a juventude de Génova! Estou feliz por vos ver aqui! Abraço-vos com o coração de Cristo! Agradeço aos dois representantes que se fizeram vossos "porta-vozes". E agradeço a todos vós por todo o trabalho de preparação, não só exterior, mas sobretudo espiritual: com a adoração eucarística, a vigília de oração, assim fostes realmente ao encontro do Espírito Santo e, no Espírito, entrais na festa da Santíssima Trindade, que celebramos hoje.

No coração devemos permanecer todos jovens!

Obrigado por este caminho que fizestes! E agradeço-vos este entusiasmo que deve caracterizar a vossa alma não só nos anos juvenis, cheios de expectativas e de sonhos, mas sempre, também quando os anos da juventude tiverem passado e fordes chamados a viver outras estações. Mas no coração devemos permanecer todos jovens!

A beleza de ser jovem

É belo ser jovens e hoje todos querem ser jovens, permanecer jovens, e mascaram-se de jovens, mesmo se o tempo da juventude passou, passou visivelmente. E pergunto-me reflecti por que é belo ser jovem? Por que o sonho perene da juventude? Parece-me que há dois elementos determinantes. A juventude ainda tem todo o futuro diante de si, tudo é futuro, tempo de esperança. O futuro é cheio de promessas. Para ser sinceros, devemos dizer que para muitos o futuro também é obscuro, cheio de ameaças. Não sabemos: encontrarei um trabalho? Encontrarei casa? Encontrarei o amor? O que será o meu verdadeiro futuro? E face a estas ameaças, o futuro ainda pode parecer como um grande vazio.

É importante escolher bem, não destruir o futuro

Por isso hoje, muitos querem parar o tempo, receando um futuro vazio. Querem consumir imediatamente todas as belezas da vida. E assim o óleo na lâmpada arde, quando começaria a vida. Por isso é importante escolher as promessas verdadeiras, que abrem ao futuro, também com renúncias. Quem escolheu Deus, também na velhice tem um futuro sem fim e sem ameaças diante de si. Portanto, é importante escolher bem, não destruir o futuro.

Opção por Cristo: “derretei-vos” diante de Jesus!

E a primeira opção fundamental deve ser Deus, Deus que se revelou no Filho, Jesus Cristo, e na luz desta opção, que nos oferece ao mesmo tempo uma companhia no caminho, uma companhia de confiança que nunca nos deixa, na luz desta opção encontram-se os critérios para as outras escolhas necessárias. Ser jovem implica ser bom e generoso. E de novo a bondade em pessoa é Jesus Cristo. Aquele Jesus que vós conheceis ou que o vosso coração procura. Ele é o Amigo que nunca trai, fiel ao dom da vida na cruz. Cedei ao seu amor! Como tendes escrito nas t-shirts preparadas para este encontro: "derretei-vos" diante de Jesus, porque só Ele pode derreter as vossas ansiedades e os vossos receios e preencher as vossas expectativas. Ele deu a vida por vós, por todos nós. Poderia porventura atraiçoar a vossa confiança? Poderia Ele guiar-vos por veredas erradas? Os seus caminhos são os da vida, os que levam aos prados da alma, mesmo se se elevam para o alto e são ousados. É a vida espiritual que vos convido a cultivar, queridos amigos. Jesus disse: "Eu sou a videira e vós sois os ramos. Quem permanece em Mim e Eu nele, dará muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5). Jesus não faz rodeios de palavras, é claro e directo. Todos o compreendem e tomam uma posição. A vida da alma é encontro com Ele, Rosto concreto de Deus; é oração silenciosa e perseverante, é vida sacramental, é Evangelho meditado, é acompanhamento espiritual, é pertença cordial à Igreja, às vossas comunidades eclesiais.

Conhecer Jesus

Mas como se pode amar, entrar na amizade com quem não se conhece? O conhecimento leva ao amor e o amor estimula o conhecimento. É assim também com Cristo. Para encontrar o amor com Cristo, para o encontrar realmente como companheiro da nossa vida, devemos antes de tudo conhecê-lo. Como aqueles dois discípulos que o seguem depois das palavras do Baptista e dizem timidamente: "Rabbi, onde moras?", querem conhecê-lo de perto. É o mesmo Jesus que, falando com os discípulos, distingue: "Quem diz o povo que Eu sou?", referindo-se àqueles que o conhecem de longe, por assim dizer, "indirectamente", e "Quem dizeis vós que Eu sou?", referindo-se a quantos o conhecem "directamente", tendo vivido com Ele, tendo entrado realmente na sua vida muito pessoal até serem testemunhas da sua oração, do seu diálogo com o Pai. Assim também para nós é importante não nos limitarmos à superficialidade dos muitos que ouviram alguma coisa acerca d'Ele que era uma grande personalidade... mas entrar numa relação pessoal para o conhecer realmente.

Conhecimento da Escritura

E isto exige o conhecimento da Escritura, sobretudo dos Evangelhos, onde o Senhor fala connosco. Estas palavras nem sempre são fáceis, mas entrando nelas, entrando no diálogo, batendo à porta das palavras, dizendo ao Senhor "Abre-me", encontramos realmente palavras de vida eterna, palavras vivas para hoje, actuais como eram naquele momento e como o serão no futuro.

Eucaristia e Reconciliação

Este diálogo com o Senhor nas Escrituras deve ser sempre também um diálogo não só individual, mas de comunhão, na grande comunhão da liturgia, do encontro muito pessoal da Santa Eucaristia e do sacramento da Reconciliação, onde o Senhor diz a mim "Perdoo-te".

Caridade

E também um caminho muito importante é ajudar os pobres necessitados, ter tempo para o próximo. Existem tantas dimensões para entrar no conhecimento de Jesus.

Vida dos santos

Naturalmente também as vidas dos Santos. Tendes aqui na Ligúria tantos Santos, e em Génova, que nos ajudam a encontrar o verdadeiro rosto de Jesus. Só assim, conhecendo pessoalmente Jesus, podemos também comunicar esta nossa amizade aos outros. Podemos superar a indiferença. Porque também se parece invencível na realidade, algumas vezes a indiferença parece que não precisa de um Deus na realidade, todos sabem que falta algo na sua vida. Só descobrindo Jesus, se dão conta: "Era isto que eu esperava". E nós, quanto mais somos realmente amigos de Jesus, tanto mais podemos abrir o coração também aos outros, para que também eles se tornem verdadeiramente jovens, isto é, tendo diante de si um grande futuro.

Entrega do Evangelho

No final do nosso encontro terei a alegria de entregar o Evangelho a alguns de vós como sinal de um mandato missionário. Ide, caríssimos jovens, aos ambientes de vida, às vossas paróquias, aos bairros mais difíceis, pelas ruas! Anunciai Cristo Senhor, esperança do mundo. Quanto mais o homem se afasta de Deus, a sua Fonte, tanto mais se perde a si mesmo, a convivência humana torna-se difícil, e a sociedade desmorona-se.

APELO FINAL

Permanecei unidos entre vós,
ajudai-vos a viver e a crescer na fé e na vida cristã,
para poderdes ser testemunhas destemidas do Senhor.

Permanecei unidos, mas não vos fecheis.
Sede humildes, mas não medrosos.
Sede simples, mas não ingénuos.
Sede reflexivos, mas não complicados.
Entrai no diálogo com todos, mas sede vós mesmos.
Permanecei em comunhão com os vossos Pastores:
são ministros do Evangelho, da divina Eucaristia, do perdão de Deus.
São para vós pais e amigos, companheiros no vosso caminho.
Vós precisais deles, e eles todos nós precisamos de vós.

Projecto "Vida com Amor"

Introdução

Entre o dia diocesano da Juventude 2007 (15 de Abril) e o Dia Diocesano da Juventude 2008 (30 de Março) o Secretariado Diocesano da Juventude do Porto decidiu implementar nas suas 477 paróquias um projecto fruto do desafio lançado pelo Papa Bento XVI. Este projecto tem por nome “Vida com Amor” e procura olhar para a Vida como uma unidade de 7 fases: Pré-Natal, Infância, Adolescência, Juventude, Adultez, Velhice e Pós-Morte. Esta proposta de trabalho divide então pelas 7 zonas pastorais do Porto uma fase da vida. A nós, zona pastoral aro-sul, coube-nos a tarefa de trabalhar com a infância.
Ao mesmo tempo os símbolos deste projecto vão circulando pelas várias paróquias e este fim-de-semana a comunidade do Candal recebe-os e acolhe-os na sua igreja. O círio, a bíblia e o quadro do projecto fazem parte deste conjunto de símbolos. Presente em todos está o logótipo desta dinâmica. O logótipo apresenta-nos diversas cores que são associadas a cada uma das fases; podemos também distinguir duas formas que se assemelham a um ser humano e ainda um coração simbolizando o amor pela vida.
Assim e até ao próximo dia 30 de Março o GJC irá acompanhar todo este projecto e juntar-se a todos os grupos de jovens paroquiais para celebrar o amor pela vida…
Propomo-nos a deixar que o AMOR, à maneira de Jesus Cristo, seja fonte e alimento da VIDA.

Ofertório

Bandeira GJC
E se me mostrasses o valor da Vida, Senhor?
Desejo simplesmente saber Viver.
Para isso, ofereço-me todo a Ti.
Pega na minha vida, para que aprenda a sabedoria.

Coração
E se me ensinasses a Amar, Senhor?
Desejo simplesmente saber Amar.
Para isso, ofereço-Te o meu coração.
Toma-o contigo, para que aprenda a bondade.

Caminho Viver neste Mundo
Aprendendo o verdadeiro valor da Vida.
Na entrega e no serviço do que Contigo sou.
Fazer da Vida um caminho para Ti.

Peças Puzzle
Amar neste mesmo lugar onde estou.
E amar aqueles que estão comigo.
Amar «o meu próximo como a mim mesmo»
E encontrar neste projecto a minha alegria. Senhor, entrego-Te o meu coração
Para que o tornes mais semelhante ao Teu.
Serei testemunha da Vida com Amor.

Pré-natal

Antes mesmo de ter um nome,
De abrir os olhinhos,
Ou alguém ver o seu rosto
Já está num lugar especial,
Que Deus fez para ele
Cercado de amor, de calor.

As mãos são tão pequeninas,
Os pezinhos, inseguros ainda
Mas no peito o seu coraçãozinho
Já mostra o milagre do nascer,
Do viver, do existir…

É o milagre da vida,
Milagre da criação
Com Deus sim, irão querer crescer
Pois é Ele quem os fez nascer

As crianças ocupam um lugar
Muito especial no coração do Pai,
Pois elas reflectem pureza real.

Infância

Criança esperta
Curiosa,
Observadora
Que questiona
Que brinca
Sim!
Tu, Criança
Que vives a correr,
Que vives a pular
és a promessa
que vai acontecer
Vives a sonhar
és a esperança.
Vives a “inventar”
Vives entre o sonho e a realidade
do que poderíamos ser...
És a inocência
que deveríamos ter.
Esperta
Curiosa
Observadora
Sonhadora
Que sempre questiona
Que sonha
E que como adulto aprenderá a ser
A fantasia continuar a ter.

Adolescência

Parecia fácil, mas havia confusão,
Já não sabia, se dizer sim ou não.
Entrar na onda, era fácil de aguentar
O que assustava era como ia acabar.

Tinha vontade, de deixar de lutar
Contra o que sabia que era melhor evitar.
Só uma vez não iria adiantar nada
Pensar no fim é que ainda me assustava.

Juventude

Sempre querendo mais...
O novo, para ele, já parece ultrapassado.
O grande, não passa de normal.
Tudo em volta está ao seu alcance
E se não está, ele grita, corre, luta e consegue.
Aquele menino levado,
Agora é um ser de dúvidas,
Mas também um ser de certezas.
É incompreendido em alguns momentos
E exaltado em outros.
Que desafio é, ser jovem!
Sua força é tanta,
Que ele consegue levar o mundo em suas costas,
Porém, muitas vezes cai com o peso de uma palavra.
O jovem vive de sonhos, de ilusões e de buscas,
Mas a maior força do jovem, ainda é aquele outro jovem.
Aquele que, além de carregar o mundo em suas costas,
Carregou também o pecado de toda uma humanidade:
O jovem Jesus Cristo!

Adultez

Ser adulto implica autonomia, independência. O ser humano não pode declarar-se adulto se não for percepcionado como tal. E esta percepção reflecte uma pessoa madura, racional e responsável.
Nos diferentes papéis que tem de desempenhar — família, trabalho, Igreja… - as decisões são quotidianas. Serão tomadas com tanta mais certeza quanto melhor estiver definido o seu projecto de vida.
Numa vivência cristã, este projecto, que tem por base o Sermão da Montanha, vai-se concretizando numa vivência consciente dos Sacramentos que a Igreja nos apresenta.

Velhice

Não chores, amigo, a mocidade!
Envelhece rindo. Envelhece
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Pós-morte

Não existe a morte. Embora lamentemos
Quando o corpo denso de seres queridos
Que aprendemos a amar, sejam levados
Dos nossos amorosos braços, agora vazios.

Eles não morreram. Apenas partiram,
Rompendo a névoa que nos cega aqui;
Para nova vida, mais ampla, mais livre,
De esferas serenas, de brilhante Luz.

Sempre juntos a nós, embora invisíveis,
Continuam esses queridos espíritos imortais;
Pois, em todo o infinito Universo de Deus,
Só existe Vida - NÃO EXISTE MORTE.

11.º Ano: Liliana Martins
Grupo de Jovens: Pe. António Barbosa

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